Merlong Solano propõe que ENEM seja adiado para depois da vacinação

Estatísticas apontam que cerca de 54 mil pessoas contaminadas pelo novo coronavírus podem fazer a prova

14 de janeiro de 2021, às 17:30 | Tarcio Cruz

O deputado federal Merlong Solano (PT) defende o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que está marcado para os dias 17 e 24 deste mês, na modalidade presencial. 

A Defensoria Pública da União apresentou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na terça-feira (12/01), recurso contra a decisão que negou o adiamento do ENEM.

Estatísticas apontam que cerca de 54 mil pessoas contaminadas pelo novo coronavírus podem fazer a prova, considerando o universo de 5,8 milhões de inscritos no exame. 

“Mais um atentado do governo Bolsonaro contra a saúde pública. O governo que não vacina a população brasileira é o mesmo que quer realizar o Enem agora, justamente no momento em que estão aumentando os casos de contaminação, a ocupação de leitos e o número de mortes. Realizar o Enem agora é agravar a pandemia”, ressalta.

Merlong Solano argumenta ainda a dificuldade enfrentada pelos alunos da rede pública de ensino. 

“A COVID-19 escancara a enorme desigualdade social brasileira, inclusive no alcance a instrumentos pedagógicos. A maioria dos estudantes não teve acesso a canais de educação à distância ou a qualquer outro recurso. Realizar o Enem agora é consolidar a desigualdade no acesso da nossa juventude ao ensino superior, em prejuízo das famílias mais pobres do nosso país”, lamenta.

O parlamentar propõe que as provas sejam remarcadas para após o início da vacinação contra a COVID-19, mediante planejamento participativo, além de investimentos nos canais de ensino remoto das escolas da rede pública.

Provas só depois da vacinação


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