Mãe e irmão de Izadora Mourão serão julgados pela morte da advogada

O Ministério Público, nas alegações finais, decidiu pelo pronunciamento dos acusados por entender que existem indícios de autoria e materialidade do crime

22 de julho de 2021, às 11:30 | Editoria de Polícia

O juiz, Diego Ricardo Melo de Almeida, da 2ª Vara da Comarca de Pedro II, pronunciou o jornalista João Paulo Santos Mourão e a mãe, Maria Nerci dos Santos Mourão, pelo assassinato da advogada Izadora Santos Mourão, em 13 de fevereiro de 2021.

De acordo com o magistrado, o trabalho produzido pela polícia, os depoimentos das testemunhas, interrogatórios dos acusados e o trabalho técnico produzido pela polícia, mostram indícios suficientes da participação dos dois no crime.

A materialidade do assassinato está comprovada nos autos do processo, principalmente nos laudos de exame cadavérico e de genética forense realizados no vestido com manchas de sangue pertencente a acusada Maria Nerci, assim como na faca e no lençol que estavam na cena do crime, laudos periciais externos do local da morte, do cadáver, dos vestígios e laudos periciais realizados nas facas de cabo branco e cabo marrom além da prova oral colhida durante a instrução criminal.

O Ministério Público, nas alegações finais, decidiu pelo pronunciamento dos acusados por entender que existem indícios de autoria e materialidade do crime.

A advogada de defesa requereu que João Paulo não fosse pronunciado em razão do depoimento de de Dona Maria Nerci assumindo a autoria do crime. Quando a mãe, a advogada concordou com a pronúncia mas requereu a retirada das qualificadoras constantes nos incisos, III, VI, do §2º, do art. 121, do Código Penal.

O juiz finalizou determinando que Maria Nerci dos Santos Mourão sejam submetidos ao Tribunal do Júri pelo homicídio triplamente qualificado (meio cruel, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio) contra Izadora Santos Mourão.

Advogada Izadora Mourão


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