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Os detalhes não revelados sobre a morte da advogada em Pedro II-PI

Segundo Barêtta, a versão dada pela mãe e pelo irmão, começou a ser desmontada logo no primeiro dia da investigação

Reportagem de Douglas Cordeiro

Em entrevista exclusiva ao Programa Douglas Cordeiro Entrevista, no Portal Douglas Cordeiro, o Coordenador do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), Delegado Barêtta, revelou detalhes ainda não contados sobre a morte da advogada Izadora Mourão, que aconteceu no dia 13 de fevereiro deste ano.

Segundo Barêtta, a versão dada pela mãe da advogada, Maria Nerci e pelo irmão, João Paulo, começou a ser desmontada logo no primeiro dia da investigação comandada pelo Delegado Danúbio Dias.

"Ela (Mãe) fazia questão de dizer para a mulher (Diarista) que dissesse para qualquer pessoa que quando ela entrou na casa o João Paulo estava dormindo, inclusive para a polícia”.

O INÍCIO DA INVESTIGAÇÃO

“Ele observou toda a dinâmica dos fatos, começou a ouvir pessoas e montou uma linha do tempo. Conversando comigo, ele disse que havia muitas lacunas que não fecham com a dinâmica dos fatos”.

A EXECUÇÃO DO PLANO

“A Izadora foi atraída para o quarto do irmão para uma conversa com o objetivo de acabar com as desavenças entre eles, existem disposições claras no inquérito provando isso. O objetivo era criar um álibi. Eles (Mãe e Irmão) premeditaram tudo. Com o acontecimento do crime, eles criariam uma “história de cobertura” e no quarto dela (Izadora) seria mais difícil”.

AS FACADAS

“Ela levou de sete a oito facadas. Inclusive, uma delas foi uma facada profunda em cima do peito esquerdo. No laudo de exame cadavérico, o médico legista foi detalhista na cronologia da morte. Ele percorreu todo o arco criminoso. Os golpes foram fatais. Ela (Izadora) não teve chance de defesa”.

O ASSASSINO DENTRO DA CASA

“No dia do assassinato, Izadora Mourão chegou em casa às 07h26 e foi morta entre 08h00 e 09h00. A Dra. Izadora, na sua última força, na hora da morte, ela faz movimentos que o investigador que mostravam indícios que o matador estava dentro de casa e era uma pessoa muito próxima dela. A investigação continuou e o delegado não teve dúvida que o João Paulo, irmão, era o autor material do crime”.

O TELEFONEMA PARA A DIARISTA

“Ela (Mãe) telefonou para uma senhora (Diarista) para ela constatar que o filho estava dormindo no quarto dela (Mãe). Ela (Mãe) disse que o João Paulo havia levantado e a Izadora resolveu dormir no quarto do irmão. João Paulo disse que ainda iria dormir e que a mãe pediu para que João Paulo dormisse no quarto dela (mãe) e deixasse a Izadora dormindo, justamente com a premeditação para criar todo o álibi. Ela (Mãe) fazia questão de dizer para a mulher (Diarista) que dissesse para qualquer pessoa que quando ela entrou na casa o João Paulo estava dormindo, inclusive para a polícia”.

"A Dona Nerci foi indiciada também por fraude processual. Ela tentou intimidar pessoas para que não fosse depor, ameaçou, está lá nos autos”.

EXAME DO INSTITUTO DE DNA FORENSE

“Uma faca encontrada dentro do quarto dela tinha sangue da vítima e foi utilizada para a prática do crime. Na roupa da mãe, também foi detectado sangue (esguicho) da advogada. O ângulo das facadas mostrou a posição da vítima e onde estavam o autor e coautor do crime. O João Paulo deu ‘golpes de estocada’ e a mãe dele estava dando suporte em cima da cama onde a perícia apontou um braço de apoio, segurando ou fazendo qualquer ato”.

PLANO FUNERÁRIO

“A mãe foi até o serviço funerário e quitou todas as parcelas. Tudo foi juntado aos autos do inquérito policial, inclusive com o depoimento da pessoa responsável que recebeu todo o pagamento”.

AS AMEAÇAS

“Existem informações íntimas de que ela já vinha sofrendo ameaças graves. Inclusive não dormia em casa com medo de ser morta. Quando dormia, além de trancar a porta, ela colocava cadeiras na porta para ser alertada se alguém tentasse abrir. Mesmo assim, ela não acreditava que a mãe e o próprio irmão tirariam a vida dela”.

A RELAÇÃO COM O PAI E A HERANÇA

"O pai deixou uma herança em torno de 4 a 5 milhões de reais.  Quando ele era vivo ela era muito próxima dela e isso gerava ciúmes na mãe e no irmão. Ela (Izadora) disse que queria a parte dela (Herança) e a mãe dizia que faria tudo para que ela não recebesse nada”.

AMEAÇA A TESTEMUNHAS

“Os peritos comprovaram isso. A Dona Nerci foi indiciada também por fraude processual. Ela tentou intimidar pessoas para que não fosse depor, ameaçou, está lá nos autos”.

PROVAS NO INQUÉRITO

“As provas que estão nos autos do inquérito policial são suficientes para suportar todo o espancamento da defesa e levá-los (Mãe e Irmão) para o Tribunal Popular do Júri”. Os investigadores fizeram todo o trajeto da Izadora desde o momento em que ela acordou o horário em que ela entrou na casa”.

FOTOS: Portal GP1

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