Hospital Natan Portela terá Unidade Respiratória de Tratamento Intensivo

A pressão negativa da área onde do leito do paciente impede que o ar contendo partículas virais se propague para áreas fora da UTI

24 de abril de 2021, às 17:00 | Cobertura Coronavírus

Após a reforma, o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (IDTNP) será a primeira Unidade Respiratória de Tratamento Intensivo do Estado do Piauí. 

O Governo do Piauí, através da Secretaria de Estado de Saúde vai entregar a ampliação completa da unidade de saúde até o final de 2021. Já foram reformadas duas UTIs, setor de pressão negativa e foi feito um prédio anexo para abrigar todos os setores administrativos do hospital, que saíram do prédio principal.

De acordo com o diretor do hospital, José Noronha, estão sendo abertas novas enfermarias no Natan. 

“Estamos também em obras para a abertura de cinco blocos de pressão negativa; até o fim do mês vamos entregar um Centro de Terapia Intensiva de 20 leitos. Com essa obra, será possível ampliar a UTI que já existe passando de sete para dez leitos”, diz o diretor.

A unidade de pressão negativa traz mais segurança para os profissionais que atuam no atendimento dos pacientes alocados em leitos e que estão com doenças que tem a capacidade de se propagar pelo ar. A pressão negativa da área onde o leito do paciente está presente, gerada pelo sistema de refrigeração do espaço, impede que o ar contendo partículas virais se propague para áreas fora da UTI.

José Noronha explica ainda que as enfermarias antigas vão passar também por reforma. 

“Em agosto ou setembro vamos ter 30 leitos de UTI e 72 leitos de enfermaria totalizando 102 leitos em todo o hospital, obedecendo às normas técnicas dos serviços de saúde. Esses leitos vão rede de gases e canalização embutida e numa necessidade o hospital todo pode ser transformado em UTI”, esclarece Noronha.

Segundo o secretário Florentino Neto, o Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (IDTNP), já é referência no Piauí para o tratamento de diferentes doenças como a COVID-19. 

“Com a reforma, vamos melhorar a estrutura que era antiga e com menos leitos. É um grande processo de reestruturação e ampliação do hospital. O Natan já era uma referência e, a partir das melhorias vai ter mais segurança e qualidade tanto para os pacientes quanto para os profissionais”, afirma o gestor.

Reformas em ritmo acelerado