Governadores querem ajuda da ONU para vacinas contra COVID-19

A carta pede que a ONU atue em favor do Brasil, facilitando a liberação de vacinas junto a laboratórios mundo afora

13 de abril de 2021, às 08:00 | Cobertura Coronavírus

O governador Wellington Dias anunciou, nesta segunda-feira (12/04), que os Fórum dos Governadores do Brasil, se reunirá com a secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohamed, para entregar uma carta com pedido de ajuda humanitária ao Brasil. O encontro em ambiente virtual, acontecerá na próxima sexta-feira (16/04).

A justificativa cita, entre outros pontos, a dificuldade no país para avançar na vacinação contra a COVID-19 e o índice elevado de mortes provocadas pelo novo coronavírus. O Brasil é considerado o epicentro da pandemia no mundo, sendo o país de maior risco na propagação de variantes do COVID-19. Além disso, apresenta colapso na rede hospitalar, com falta de oxigênio, medicamentos e insumos em muitas regiões de saúde.


LEIA TAMBÉM

Piauí registrou 57 mortes por COVID-19 na segunda; foram 39 em 24h


A carta pede que a ONU atue em favor do Brasil, facilitando a liberação de vacinas junto a Organização das Nações Unidas e outros laboratórios mundo afora.

“A ajuda humanitária é mais vacina, insumos, aquilo que o Brasil precisa para salvar vidas”, explicou o governador.

No documento, os governadores pedem garantia de entrega de 9,1 milhões de doses de imunizantes pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Cita 11 milhões de doses da vacina Astrazeneca (Reino Unido) que deveriam ter sido entregues em janeiro. Pede previsão para entrega de 11 milhões de doses da Serum/Astrazeneca (Índia).

Consta também na carta um pedido de permissão ao governo estadunidense, para o Brasil comprar ou receber como empréstimo, para posterior devolução em vacinas, de 10 milhões de doses da Astrazeneca (EUA). Requer ainda a antecipação de IFAs (insumo farmacêutico ativo) em entrega extra para este mês de abril, suficientes para produção de 15 milhões de doses de imunizantes pelo Instituto Butantan, evitando falta de vacina para segunda dose neste mês no Brasil.

Governadores querem mais vacinas