Comitê Científico do Consórcio Nordeste aprova uso da Sputnik V

O documento destaca ainda a eficácia da vacina de 91,6% e que a mesma já está aprovada e em uso em diversos países

27 de abril de 2021, às 08:00 | Cobertura Coronavírus

O Comitê Científico do Nordeste após estudos, inclusive comparativos com outras vacinas, expediu nesta segunda-feira (26) um documento que recomenda aos estados do Nordeste a importação da vacina Sputinik V, mesmo após a rejeição de técnicos da ANVISA que alegam falta de documentação.

“Nesta pandemia, não podemos deixar que entraves burocráticos prejudiquem o acesso da população a uma vacina que comprovou sua eficácia, segurança e com real garantia de disponibilidade”, diz o Comitê Científico Nordeste.


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Na mesma data, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações também aprovou a liberação comercial da Sputnik V.

“Os estudos publicados de fase 2 da vacina Sputnik-V testaram duas formulações baseadas em dois subtipos do adenovírus e todos os participantes produziram anticorpos contra a glicoproteína do SARS-CoV-2, com uma taxa de soroconversão de 100% após 42 dias da aplicação. Também foi avaliada a resposta celular no 28o dia, com detecção de proliferação de linfócitos T CD4 e CD8 em todos os estudados e o estudo de fase 3 teve como desfecho primário analisar a proporção de participantes com COVID-19 confirmado por PCR a partir do dia 21 após receber a primeira dose, mostrou que dos 14.964 participantes no grupo da vacina, 16 (0,1%) tiveram a doença, comparando com 62 (1,3%) dos 4.902 no grupo do placebo”, destaca o documento do Comitê Cientifico Nordeste.

O documento destaca ainda a eficácia  da vacina de 91,6% e que a mesma já está aprovada e em uso em diversos países. 

“A Argentina e a Hungria já anunciaram resultados iniciais de efetividade com esta vacina e foram bastante promissores. Na Hungria, onde foram administradas mais de 200 mil doses, a resposta desta vacina foi superior a de outras plataformas. O monitoramento de eventos adversos na Argentina comprovou os dados do estudo de fase 3, onde a maioria dos eventos adversos foram considerados leves, tornando a possibilidade de o Brasil contar com uma vacina imunogênica e segura”, diz o documento.

ANVISA negou pedido de importação / FOTO: Diário do Nordeste