Piauí segue com a indústria em recuperação apesar da COVID-19

O volume de produção apresentou um percentual de 59,6%, superior aos 45%, ultrapassando o registrado na região Nordeste, que foi de 53,3%

12 de janeiro de 2021, às 14:00 | Editoria de Municípios

A Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI) divulgou o resultado da pesquisa Sondagem Industrial realizada no mês de dezembro com dados referentes ao mês de novembro em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os resultados da sondagem de novembro de 2020 apresentaram oscilações se comparados aos números registrados no mês de outubro.

A estabilidade no volume de produção das empresas em relação ao mês anterior apresentou um percentual de 59,6% no Piauí, superior aos 45% de outubro, novamente ultrapassando o registrado na região Nordeste, que foi de 53,3%. Esse indicador demonstra uma ascendente recuperação da indústria local.

O nível de utilização da capacidade instalada igual ao usual (UCI) no mês de novembro (64,9%) foi superior ao mês passado (51,7%), mostrando-se também superior ao do Nordeste, com 54,5%.
O diretor de Assuntos Econômicos da FIEPI, Freitas Neto, destacou que embora o volume da produção e o nível de utilização da capacidade instalada tenham aumentando a evolução do número de empregados permaneceu estável.  

“Em relação à evolução do número de empregados, o indicador apontou patamares estáveis quando se trata de aumento desses empregados. Se em outubro o percentual de aumento era de 15%, passou em novembro para 14%, próximo também ao do Nordeste, com 16,3%”, pontua Freitas Neto.

A estabilidade nesse número de empregados variou pouco mais de 10%, passando de 78,3% em outubro, caindo para 66,7% em novembro. Por outro lado, chama a atenção a queda no número de empregados. Se em outubro era de 6,7%, passou em novembro para 19,3%. Considerando a queda no número de empregados para o Nordeste, os meses de outubro (9,9%) e novembro (9,5%) não evidenciaram significativa alteração.

O estoque de produtos finais em relação ao planejado/desejado apresentou índice superior ao do mês passado. Enquanto em outubro, o percentual era de 28,3%, em novembro saltou para 40,4%. Este percentual se aproximou ao Nordeste, medido em 44,2%. Apesar da dificuldade das indústrias na obtenção da matéria-prima, a proximidade do final de ano elevou os níveis desses estoques, otimismo que deve permanecer para os primeiros meses de 2021.

As perspectivas para os próximos 6 meses mostraram-se oscilantes. Se a expectativa de aumento da demanda por produtos era de 56,7% em outubro, em novembro baixou para 47,4%. Apesar da queda, manteve-se superior ao do Nordeste (41%).

No caso do indicador de expectativa de aumento no número de empregados, esse índice aumenta, passando de 10% em outubro para 19,3% em novembro, níveis muito semelhantes ao Nordeste (19,1%).

O aumento nas compras de matéria-prima para os próximos 6 meses, apesar de ter apresentado um decréscimo em novembro (40,4%), comparado a outubro (51,7%), manteve-se superior ao da Região (35,7%).

Para os próximos 6 meses a intenção de investimentos das indústrias que responderam “sim, provavelmente” aumentou timidamente, passando de 33,3% em outubro para 35,1% em novembro, evidenciando receio do setor nessa intenção, sobretudo quando comparado à região Nordeste (41,5%).


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