Você acha o sistema eleitoral brasileiro justo?

Se por um lado o sistema é injusto com a representatividade do eleitor, por outro favorece a representatividade partidária

20 de novembro de 2020, às 09:00 | Tarcio Cruz

Sexto vereador mais votado em Teresina, com 5.609 votos, Caio Bucar (REPUBLICANOS) perdeu a eleição e ficará fora da Câmara. 71° colocado, o candidato Capitão Roberval (DEM), com apenas 1.590 votos está eleito e ocupará uma das 29 cadeiras no legislativo municipal a partir de 2021.  

A minirreforma eleitoral, aprovada em 2019, que pós fim a coligação proporcional tinha como um dos princípios tornar mais justo o pleito eleitoral, mas será que funcionou? Em 2022 a mudança continuará?

Na eleição municipal deste ano, em Teresina, oito dos 29 vereadores eleitos não estavam entre os 29 mais votados, 27% do legislativo. O número reflete uma reforma mal acabada que acentua as injustiças no sistema de representatividade eleitoral brasileiro. 

Enquanto para os cargos majoritários, o voto é soberano, vencendo quem tem mais representatividade, para os cargos proporcionais os acordos partidários e os conchavos pessoais se sobrepõem.

Se por um lado o sistema é injusto com a representatividade do eleitor, por outro favorece a representatividade partidária. 15 siglas conseguiram uma cadeira na Câmara, um número alto que na teoria favoreceria às múltiplas expressões ideológicas, necessárias em um parlamento. 

Porém o que se vê na prática é a ausência de ideologia e a tônica utilitarista dos parlamentares. Normalmente o sistema político brasileiro usa os vereadores como “cobaias” para alterações tão profundas, resta saber se a mudança se manterá para 2022 ou os legisladores federais irão mudar novamente as regras do jogo.

E você concorda com o sistema eleitoral brasileiro?


Coluna Passando a Régua

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