O assunto do impeachment voltou novamente a pauta

As ilhas de excelência dos super ministros, como Paulo Guedes e Sérgio Moro, não podem, chegado esse tempo, nem mais ser tratadas

26 de janeiro de 2021, às 09:30 | Genésio Júnior

Justo no pior momento do Governo Bolsonaro, desde o sucesso que foram os primeiros efeitos do auxílio emergencial, foi realizada uma carreata e uma mobilização de partidos de oposição, movimentos sociais e sindicais, assim como de movimentos conservadores que atuaram nos anos Dilma pedindo o afastamento do Presidente Jair Bolsonaro.

O pedido foi no sentido que se desse andamento a um dos 61 requerimentos de Impeachment que está na Presidência da Câmara dos Deputados. Não são só os esquerdistas e setores conservadores, mas setores centristas e juristas, também, vêm defendendo esse afastamento, afirmando que o Presidente Jair Bolsonaro, além de ter cometido inúmeros crimes de responsabilidade contra a Constituição, não demonstra condições de tirar o país a situação que vivemos. 

Foi destacado a conhecida postura do chefe de governo e Estado contrária a vacinação em massa, reconhecida internacionalmente como a única solução para o enfrentamento da COVID-19.

Não resta dúvida, a não ser para os apaixonados ideológicos e os políticos oportunistas, que o Governo Bolsonaro é muito ruim!

As melhores coisas da atual administração é a condução de obras públicas que foram pensadas e concebidas por outros governos ou que foram permitidas por esses governos passados. As redes bolsonaristas fazem alusão a obras tocadas ,especialmente, pelos ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, ou as ações da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, que também leva adiante o que já se fazia antes, nada além.

O que se vê no resto do governo é só gritaria, pouca ou nenhuma efetividade. A reforma da Previdência, uma proeza congressual, foi dissipada pela pandemia e seu esforço fiscal impressionante, que se ressalte, era necessário.   

As ilhas de excelência que se esperava dos super ministros, como  Paulo Guedes e Sérgio Moro, não podem, chegado esse tempo, nem mais ser tratadas. O Governo tenta esquecer que um dia teve Moro e sua Lava Jato, enquanto que Guedes diminui tanto de tamanho a ponta de se buscar uma lupa para encontra-lo.  O empresariado torce que errando, ou não, continue por lá pois a coisa pode ficar ainda pior sem ele!

Enfim, o Governo é ruim e ainda não conseguiu crescer o 1,6%  do PIB do último ano de Michel Temer, que terminou como o que teve a pior avaliação entre todos os presidentes, acredite!

Ainda no início de dezembro passado, ouvi de alguns interlocutores de grandes empresários com atuação em muitos setores, que se Bolsonaro não conseguir alguma coisa até o final deste semestre, eles o abandonariam a própria sorte, mesmo torcendo que dê certo, que ele encontro um caminho.

O tempo da política é um, o tempo da economia é outro, mas nunca os dois deixam de atuar em conjunto quando questões maiores envolvendo o futuro do país está em jogo.

Se fala que se o MDB assumir o comando Congresso, na Câmara, em especial, o risco do impeachment ganharia corpo. O que já ouvi de muita gente importante do MDB é que mesmo com o apoio das esquerdas, parte do conservadorismo e do centrismo, não está nem um pouco disposto a bancar outro processo de impedimento. O afastamento de Dilma Rousseff é visto como um período de muito sofrimento para o partido.

Se fala, também, que impeachment só vai pra frente com povo na rua. Não há como colocar gente na rua em tempos de pandemia. Os maiores críticos de Bolsonaro e o bolsonarismo defendem o afastamento social. Mesmo com poucas vacinas, que ainda vão demorar, não tem essa de aglomeração democrática!

O impeachment de Bolsonaro! Quem diria que esse assunto voltaria? Em tese, se resolve com a eleição de seus favoritos no Congresso em 1º de fevereiro. Em tese!

Passeatas aconteceram em várias cidades do Brasil / FOTO: UOL

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